Por que algumas pessoas se curam? Uma conversa sobre o livro A Ciencia Revolucionaria por trás da cura espontânea
- Flávia Garcia
- 12 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O livro A Ciencia Revolucionaria por trás da cura espontânea, do Dr. Jeffrey Rediger, psiquiatra de Harvard, é uma exploração profunda e inspiradora sobre o que realmente está por trás de casos de remissão inesperada de doenças graves. Em vez de tratar essas histórias como exceções misteriosas, Rediger dedicou anos ao estudo sistemático de pessoas que se recuperaram de condições consideradas incuráveis pela medicina tradicional. Seu maior achado não é uma fórmula milagrosa, mas um padrão humano: a cura, quando acontece, nasce de transformações profundas no corpo, na mente e no espírito.
Rediger revela que todas as pessoas estudadas por ele fizeram mudanças significativas que fortaleceram seu sistema imunológico, tanto por meio da alimentação mais natural e anti-inflamatória quanto pela redução do estresse crônico, do cultivo de um sono restaurador e da prática de movimentos regulares. Mas o aspecto mais surpreendente é que a cura física quase sempre era acompanhada de uma cura emocional.Em muitos relatos, antes de o corpo melhorar, houve uma reorganização interior: pessoas que enfrentaram traumas antigos, que ressignificaram relações tóxicas, que ajustaram suas vidas a um propósito esquecido ou adormecido. Segundo Rediger, não se trata de culpar fatores emocionais, mas de reconhecer que o corpo responde ao que sentimos e ao modo como vivemos. Em algumas histórias, o processo de cura começou exatamente quando a pessoa decidiu viver de maneira mais verdadeira, mais alinhada consigo mesma.
Outro ponto marcante do livro é a ideia de que emoções reprimidas, traumas congelados no tempo e longos períodos de estresse não resolvido podem fragilizar a vitalidade do corpo. Ao mesmo tempo, quando essas emoções encontram um espaço para ser expressas corpo seja na terapia, na escrita, em conversas sinceras ou em práticas de mindfulness
o organismo parece recuperar parte do equilíbrio que havia perdido. Rediger também observa que pessoas que alcançaram curas extraordinárias desenvolveram algum tipo de espiritualidade, não necessariamente religiosa, mas uma experiência de conexão, pertencimento e sentido. Isso inclui práticas simples como meditação, oração, gratidão ou contato com a natureza, que ajudam o corpo a sair de estados de alerta e tensão constantes.
No fim, o que o autor propõe é uma medicina mais integral, que reconheça a complexidade humana. Rediger não rejeita a ciência tradicional; ao contrário, ele a amplia. Para ele, compreender curas extraordinárias é respeitar o fato de que o corpo humano tem uma capacidade de regeneração muito maior do que imaginávamos, especialmente quando viver se torna uma experiência mais coerente e menos fragmentada.
Ler A Ciencia Revolucionaria por trás da cura espontânea é um convite a refletir: como estou vivendo? Quais partes de mim precisam de verdade, descanso ou transformação? E, sobretudo, como posso criar condições internas e externas para que meu corpo se sinta seguro, nutrido e honrado? Dr. Rediger mostra que a cura, quando acontece, é sempre mais do que a recuperação de uma doença: é a recuperação de si mesmo. É reencontrar um modo de existir que devolve vitalidade, sentido e presença.






Comentários